Oh, Ronettes, eu sumo mas eu prometo que amo vocês! O mais foda é que me preocupo em largar o espaço, mas aquela porra de Farmville me suga!
Fertiliza minha fazenda??
Mas vamos ao post prometido! O post sobre estilos!!
Bem, esse negócio de ter ou não ter estilo grila muita gente, e muitas vezes nem sabemos que diabos é isso. Segundo o dicionário, é forma, maneira, natureza, costume, feição, caráter e muito mais. Ou seja, tem a ver com a jeito que algo tem. Então ter estilo é ter jeito?
Eu não tenho mais estilo!!
Pois é, BRs, estilo é algo que você nasce com, mas se não tem, aprende a ter! Ainda bem, né? O grande lance agora é aprender....e vamos com algumas dicas!
Ponto 1: Seguir um estilo pronto ou não.
Não vou criticar aqui pessoas que curtem uma determinada tendência, um determinado estilo, tipo hippie, emo, punk, paty, clubber. Mas antes de achar legal e falar: "oba, curti, vou fazer igual!" é preciso pensar que por detrás das roupas, maquiagem, cabelo, acessórios, tem diversas ideologias que permearam a criação daquele estilo, e que muitas vezes não tem nada a ver com seu modo de pensar e agir, ou então que já não cabem mais no nosso contexto histórico. Por isso, o estilo nesses casos cabe mais como um acessório de bandeira de lutas, e daí não tem nada a ver você pensar que a guerra do Iraque é correta e levar um estilo hippie e se assumir como tal. Melhor se inspirar no estilo e manter um próprio, mais livre.
Séquisso, dorgas e roquenrou!
Só um comentário: os hippies de Haight-Asbury, uma comunidade que inclusive foi visitada pelos Beatles, (que ficaram horrorizados) não tomavam banho! Se você preza seu banho diário e seu cabelo limpo, então fica a dica.
Ponto 2: Achei o que quero. Posso mantê-lo??
Lindo, você decidiu que vai ser uma linda patricinha que adora o rosa, Barbies e Hello Kitties. Você tem cabelos pretos e quer deixá-los branquinhos como a neve. Daí vai ao salão e gasta 250 reais pra deixar seus cabelos da cor que quer. E para mantê-los são mais 100 reais todo mês, mas você ganha uma bolsa do CNPq, que te dá direito a 300 reais. E aí, como fica? Fora aquela maquiagem, aquelas roupas de marca...
Manter um estilo requer grana. Ainda mais se você quiser ser fiel a ele. Daí não dá pra ficar fazendo qualquer coisa só pra seguir um estilo, se metendo em roubadas ou pior, ficando sem dinheiro e largado porque não tem como sustentar aquilo. Por isso é bom pensar bem antes de assumir um estilo, não só a questão ideológica mas também de capital (afinal, vivemos numa sociedade assim).
Acabou o din din de papai, não pude comprar o resto...
Ponto 3: Inspirações e criação
Pesando tudo isso, mas você ainda quer loucamente se encher de cruzes e rebocar pintar os olhos de lápis preto e ser emo, minha BR, que tal se inspirar num estilo e daí criar o que fica mais legal pra você e que você pode sustentar em todos os sentidos? Sim, pequise coisas que te caiam bem, não adianta nada você ter 1,50m de altura e colocar uma bota 7/8 de verniz preto pra você falar que é gótico e combinar com um vestido tie-dye até o pé que é hippie e falar que isso é estilo próprio que não cola. Não fica legal.
It's self-expression!
Mais uma vez, porque não custa repetir: procure coisas que fiquem legais para o seu biotipo. Existem sites e revistas a dar com pau que ensinam truques para que gordinhos, magrinhos, altos, baixos, bundudos, sem peito, fracotes e bombados encontrem peças que escondam os pontos fracos e valorizem os fortes. Não custa nada dar uma olhadinha.
Tia Ana Maria pode te ajudar, viu?
Daí, depois de fazer aquela pesquisa legal, vá a caça de peças que tenham o estilo que você quer ter ou quer se inspirar e que sigam as regras que tem a ver com seu tipo físico. Aproveite e misture-as com peças mais básicas, especialmente em determinados ambientes ou se sua intenção é só mesmo a inspiração. Por exemplo: saia hippie de comprimento adequeado à sua altura e corpo com uma blusinha regata ou baby look lisa, de cores neutras ou da cor principal da saia, sandália de couro ou sapatilha lisa, colar ou brinco de materiais naturais. Assim você passa a mensagem de que gosta do estilo hippie mas sem ser parecer fabricada nem inadequada, e com o adicional de que são peças que tem a ver com seu corpo e não acabam te deixando desconfortável ou mostrando mais do que devia.
Simples e legal!
Pode-se começar de coisas básicas e de estilos bem marcados e depois ir experimentando, ousando mais, misturando referências (o que é muito comum nas coleções de estilistas) e daí chegar ao que chamamos de estilo próprio, com muito orgulho. Nesse ponto a pessoa deixa de ser o basicão (aquele arroz feijão que a gente encontra na maioria das pessoas) e deixa também de ser estereotipada (ou com estilo fechado), e daí fica dificil dizer o que ela é, porque ela não é nada mais do que ela mesma.
Então, recapitulando:
Passo 1: escolher estilo a seguir de acordo com gosto e ideologia;
Passo 2: poder usar o estilo (vulgo ter c* pra bancar);
Passo 3: pesquisar modelos e peças que fiquem bem para seu tipo físico e procurar peças com essas características no estilo escolhido;
Passo 4: mostrar as referências do estilo ou usar o estilo escolhido;
Passo 5: ousar, misturar, arriscar e daí ter o chamado "estilo próprio".
O quê? Você quer trocar de roupa?
Agora, se segurem Ronettes e BRs, um depoimento verdade...a minha experiência!
Comecei a me arriscar aos 10 anos, e logo ingressei no estilo clubber. Sim, eu usei coisas coloridas e tudo o mais que se usava, era pior que uma árvore de natal. Daí depois resolvi que o estilo hippie era mais interessante, então tinha batinhas estilo toalha de mesa, saiões, sandálias de couro e tudo o mais. Eu tinha uns 12-13 anos na época. Então, já com uns 14-15 anos eu comecei a me interesar por preto e uma coisa menos "paz e amor", mas comecei ousar, misturando as peças, só que ainda tinha uns flashbacks da época hippie e da época clubber abafaocaso!. Esse foi meu momento confusão, porque não podia usar muitas coisas nos ambientes que frequentava, então era muita camiseta, calça e tênis. Depois, já mais solta dessas coisas e com mais bagagem teórica (viram como isso faz diferença?), comecei a soltar mais meu lado trendsetter e a fazer o tal mix, e ainda hoje leio muita coisa pra continuar compondo estilo com coisas que gosto e que estão na moda ou com coisas que não necessariamente são in no momento mas que me deixam à vontade e do "meu jeitinho". como disse a Xuxa no Twitter.
Ela exagerou no "meu jeitinho"...
Ficamos por aqui hoje, Ronettes do coração e BRs do Brasil varonil, até mais!!! Vou voando com essa cara de pau fazer uma reportagem grudh de maquiagem BR pra gente, com fotos!!! Hasta!